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Mar 12, 2015

Resenha - Cidades de Papel

Titulo original: Paper Towns
Autor: John Green
Tradução: Juliana Romeiro
Editora: Intrínseca
Ano: 2013
Páginas: 368
“Gosto dos fios. Sempre gostei. Porque é exatamente assim que eu me sinto. No entanto, acho que eles fazem a dor parecer mais fatal do que realmente é. Não somos tão frágeis quanto os fios nos fariam acreditar”
Resolvi dar uma chance ao Green depois que toda aquela febre de A Culpa é das Estrelas passou um pouco. Consciente de que Cidades de Papel carregaria certo melodrama, fiquei insegura de ler por medo de me decepcionar ou algo parecido.
“Quentin Jacobsen tem uma paixão platônica pela magnífica vizinha e colega de escola Margo Roth Spiegelman. Até que em um cinco de maio que poderia ter sido outro dia qualquer, ela invade sua vida pela janela de seu quarto, com a cara pintada e vestida de ninja, convocando-o a fazer parte de um engenhoso plano de vingança. E ele, é claro, aceita. Assim que a noite de aventuras acaba e um novo dia se inicia, Q vai para a escola e então descobre que o paradeiro da sempre enigmática Margo é agora um mistério. No entanto, ele logo encontra pistas e começa a segui-las. Impelido em direção a um caminho tortuoso, quanto mais Q se aproxima de Margo, mais se distancia da imagem da garota que ele achava que conhecia."
     O livro é dividido em três partes ( Os Fios, A Relva, O Navio) e o prologo. Foi isso que me fez ler o livro, o prologo, pois neste já percebemos um mistério. Logo então tive uma vontade absurda de querer saber tudo que estava por vir nas seguintes paginas. Realmente é um mistério e Margo é bem doidinha da cabeça, porem minha admiração por ela crescia a cada descoberta de Quentin.
     Os personagens são jovens adultos, no fim do ensino médio. Percebi que eles tinham vida social, digamos que bem sucedida( carros, festas e bebedeiras), mas há uma linha de problemas internos que eles enfrentam. Principalmente Margo. Por mais que seja um livro bem descontraído há uma questão séria envolvida.
     Quando comecei a ler eu não sabia praticamente nada a respeito da narrativa, fiquei surpresa com certos termos e piadinhas que surgem na evolução, eu ri muito mesmo. Teve momentos que ficou muito cansativo e fiz varias pausas. Existem alguns trechos que podemos considerar clichês, mas as lições repassadas são bastante interessantes.
     Durante a busca de Quentin por Margo é citado muitas vezes trechos de “Canção de Mim Mesmo” de Walt Whitman. Para mim isto enriqueceu o livro e o fez mexer muito comigo quanto à mensagem principal. O final me surpreendeu e me deixou confusa logo de imediato, não há uma explicação clara, busquei entender as ultimas paginas me colocando no lugar dos personagens. Não sei se isso foi de proposito do autor, mas Margo e Quentin me deram luz para seguir em frente, viver antes que meus fios se arrebentem.          
      Quero ler outros livros do autor, que sejam como este, divertido e reflexível. Meu próximo será “Quem é você, Alaska? “ que foi o primeiro romance de Green, que quero ler há bastante tempo mesmo, desde o ensino médio. ^^
“Mas as coisas vão acontecendo... as pessoas se vão, ou deixam de nos amar, ou não nos entendem, ou nós não as entendemos... e nós perdemos, erramos, magoamos uns aos outros.”

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10 comments:

  1. Ele é ótimo! Você já leu "Quem é você, Alaska", também do John Green? :)
    http://acervocompartilhado.blogspot.com.br/2015/03/lancamentos-darkside-books.html

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  2. Eu nunca li nenhum livro do Jonh Green, mas com a sua resenha fiquei super interessada.
    Beijos
    Eu e meu vício chamado leitura/

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  3. gostei muito da resenha! me deu vontade de ler

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  4. Há um bom tempo que quero comprar este livro, ainda não li nada deste autor, o que me deixa muito pra baixo, vejo tantas críticas positivas das suas obras e me sinto um peixe fora d'água. Porém, ele faz parte da minha lista de compras e ainda tenho esperança de conseguir lê-lo.
    Sucesso!

    sessentaenovecontossecretos.blogspot.com
    [+++++18]

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    1. Esse livro é muito legal mesmo, leia vc vai gostar!

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  5. Eu me arrependo de ter lido esse livro. Muito cansativo e repetitivo, com partes desnecessárias. Por mim, o livro não teria 368 páginas, 100 páginas já seriam suficientes. Mas gostei da sua resenha. Bjs!

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    1. Obrigada! Eu gostei do livro, da questão abordada, porém realmente têm livros que não precisam de tantos detalhes ^^

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